dezembro 21, 2006

Atrasado
apenas isso

Wiedersehen: Flüssigkeitenmechaniker, Erschütterungen, Hitzegetriebe, Materieller Widerstand Zwei und Numerisches Kalkül.

Dann später: Elektrotechniks, Mathematik Vier, Mechanischesystemsteuerung und mehr...

setembro 22, 2005

Patriotismo em cartuchos de pólvora e chumbo
hum?

Então os cidadãos tem o direito de se pronunciarem a respeito de assuntos de grandes questões de interesse geral. Me preocupa quando fazem esse tipo de coisa, e não é por medo de fazer parte da minoria, mas por ter quase certeza de que a maioria não sabe o que está fazendo quando decide.

Tempos atrás eu teira me colocado contra. Puramente por ser uma forma de restrição de liberdade, eu dizia, certo disso, que o estado não devia ser um pai, e que caberia a cada pessoa pensar o que fazer com sua vida. Mas a verdade é que ando profundamente desacreditado "das pessoas", em especial no julgamento do que elas vão fazer com sua liberdade.

Proibir ou não a venda de armas?
Não é que a venda legalizada de armas seja alguma coisa muito volumosa nesse país. Não é como se os bandidos comprassem suas armas em shopping centers. As armas que não vão poder ser compradas são aquelas que ficam eternidades guardadas, da qual ouvimos histórias de acidentes estúpidos e/ou horrendos.

É certo que a proibição implica numa série de pequenas coisas práticas que facilitam o combate ao crime, e obviamente impede que pessoas façam besteiras com facilidade. Mas acredito que o motivo pra validar essa proibição é mais profundo do que isso, é cultural.

O Brasil é, por excelência ou inépcia, uma nação pacífica. Nossa participação em guerras passadas foi desastrosa. A tentativa de ser imperialista, intermediando a guerra civil haitiana, foi ridicula. E até nossa independência é uma das poucas que não incorreu em derramamento de sangue. E isso é uma coisa ruim?
Que seja por inépcia, mas tem que se ter em alta conta um país que não derrama sangue estupidamente. Nesse ponto somos um exemplo de livro(de A Arte da Guerra, pasmem), um grupo que se faz soberano sem a necessidade de força.

Uma sociedade livremente armada, é uma sociedade que mata. Uma sociedade regrada na força e na constante medição de poderes. A ausência desses instrumentos de tomar vidas não implica o fim da violência urbana, mas marginaliza-los é um passo na direção de uma cultura mais civilizada. Acho ótimo que os segurnaças não possam estar armados, eu nunca me senti seguro perto deles mesmo.

Talvez o ápice da civilização seja mesmo de liberdades plenas. Mas até lá, enquanto as pessoas forem estúpidas, prefiro uma liberdade tolhida que me faz mais seguro.

agosto 31, 2005

Magnus Exorcismus
A socidade brasileira faliu?

William Godwin escreveu uma vez: "Com que deleite deve todo bem informado amigo da humanidade olhar adiante para o período auspicioso, a dissolução do governo político esse engenho estúpido,que tem sido a única causa perene dos vícios da humanidade... e que tem, em sua própria substância, incorporados prejuízos de diversas espécies e que não podem ser removidos de outra forma a não ser por sua total aniquilação". Godwin foi um homem que viveu na inglaterra do século 18, e muito evidentemente era um anarquista, cosiderado muito atual... Mas eu me surpreenderia em ver uma dito amigo da humanidade em exaltação tal como a descrita, diante da nossa caravela adernando chamada Brasil. Existe euforia talvez, mas está muito mais pra desespero do que qualquer outra coisa.

Lula não sabia. Agora isso é bom ou ruim? Se por um lado ele não estava sendo conivente, por outro ele deveria saber. No barco que afunda, o capitão não sabia das rachaduras no casco, isso o isenta de culpa? Lula viu na eleição a presidente um fim, que alcançou e comemorou muito, até demais, e nunca realmente presidiu esse país.

E chegamos a questões idiotas ainda menos relevantes: Os beneficiários receberam mensalmente ou em duas ou três parcelas gordas?

Saberá, aquele lê os periódicos, que muitas dimensões estão sendo enxergadas nesta crise. Dizem muita coisa distinta, mas todos concordam no efêmero clichê: A hora é agora. Hora de quê?

Há quem diga que é a hora de se repensar a moral desse país, de cada um começar sua própria micro revolução. Uns outros diseram que tudo isso era fruto da ignorância, e que se o sistema de ensino público fosse minimamente decente não teríamos chegado tão fundo. Uns, mais assustadores, disseram que era hora de repensar a democracia, já que a opinião de muitas pode não ser a mais acertada. Eu fico imaginando se foi num cenário como esse que se instalou o Terror?

Podia dizer que acredito que o problema são semi-competências e incompetências completas espalhadas pelos diversos níveis da máquina governamental brasileira. Mas acredito que existe mais a se pensar do que meramente isso. A corrupção do PT, pôs um fim ao delírio maniqueísta de que a havia um grupo dos bonzinhos, ou pelo menos dos moralmente isentos. E tristemente confirma que a maioria, a grande maioria dos políticos desse país vivem num idoletismo próprio, e completamente alheio às bases que os elegeram.

agosto 16, 2005

Declaração de Guerra
Quando uma faceta fala

"
Noblíssimo Soberano, divino governante das 12 províncias,

É com imenso desgosto que venho a ocupar vossos olhos com tão desagradáveis assuntos. Mas como estadista, é de imperativa importância para a fluência dos nossos movimentos que vossa senhoria tenha plena ciência do que dizem vossos pretensos aliados.

Digo-o com urgência, e peço vossa imediata atenção, pos não se trata de cospiração descoberta por meio de espiões ou qualuqer outro subterfúgio. Quando das campanhas na fronteira Sul, das quais acabo de retornar, vi intriga e despautério: fui insultado diretamentem e, como arauto da vossa bandeira, creio o senhor também o foi. Pediria que lhe cortasse o envio de provisões e que lhe abandonasse os flancos, para que fosse engolido pelo inimigo. Mas é pior do que isso.

Vi a imundice que ele chama de boca pronunciar o vosso nome. E com arrogancia imberbe, comparar-se superior a vossa senhoria. Isso é conflito aberto.

Rogo-lhe senhor, dê me suficientes homens leais e cavalos fortes em igual conta, e farei com que ele não tenha tempo de se arrepender em vida. Disponha-me um milhar de tochas, e por nove dias e nove noites arderam suas fotificações, cidades e infâmia. Há de se levantar um pilar de fumaça tão espesso que o verão da capital e dos paises do norte. Destruirei sua prole assim assim como seu indigno tesouro. Deixe-me ser implacável e, sabiamente, o temerão.

Permita me promover devastação. Purgir com chama o imundo. Ou então me liberta da vergonha e permite que eu derrame meu ultimo sangue em suicídio ritual.

Aguardo a vossa sabedoria.
(...)
"

julho 08, 2005


Politicagem e nihilismo

Ontem nós sentamos em família pra assistir, ao vivo, às sessões da C.P.M.I. do Mensalão. Nem em final de copa ficamos tão atentos à TV.

Já eram mais de oito horas da noitem, e o inquérito para com a secretária já se estendia a mais de 3 horas. A cena era impactante, pra não dizer comovente. A sala dos políticos, populada por ternos caros, e vazios termos de respeito permeando frases indecorosas que pretendiam, mais do inquerir uma depoente, coloca-la no banco dos réus. Naquele meio estava ela, a Sr.a Fernanda Karina, de uma simplicidade impactante, feia coitada, visivelmente cansada, e nela se concretizava um contraste fabuloso. A malícia de cada um do questionadores morrendo em respostas tão simples, diretas e evidentes que pareciam terminar com "..., seu idiota!".

E piora. O despreparo de alguns representates, até em falar, era assustador. Alguns sem nenhum tato, se defendiam sem se quer serem atacados. Mas o buraco é mais fundo. Ver Pedro Cardozo do PT de São Paulo, pai de ex-colegas meus, insistindo em questionar a integridade da testemunha, arremessando termos obscuros na esperança que ela se confundisse, enfim bancando o algoz da secretária, PTista coitada. Por outro lado, na hora de questionar o careca desagradavel, o sr. Marcos Valério, avalsita do PT e acusado de ser o operador do esquema, o Sr. Cardozo não tem a mesma verborragia, nem parece ter o mesmo preparo.

É triste acompanhar a história do PT. Sair por cima nessa história seria tão simples. O presidente Lula não tinha minha confiança desde que alnçou sua candidatura pop star, e agora reluta em assumir a dureza que lhe é necessária. Pensemos, ele construio os ultimo anos da vida dele em função disso, e foi traído por quem ele considerava amigos. Não vejo porque tanta preocupação e pesar, um bom lider saberia: os amigos que traem devem ser punidos mais severamente que os adversários.

E porque não ir mais além? Aproveita a insatisfação popular, e jogar projeto de lei:
-Pra trafico de influencia, corrupção, lavagem de dinheiro e estelionato, 25 a 50 anos em prisão comum. Ainda incorre no cancelamento do direito de se candidatar a qualquer cargo público e de votar.
-Ficam suspensos todos os sigilos bancários, telefonicos e eletrônicos de qualquer um em exercício de função pública, seja ele presidente, juiz, verador ou fiscal.
Nessa história de cada um por si, dúvido que não seriam aprovadas.

julho 06, 2005

Pensamento Rápido
Fritas acompanha?

Me peguei pensando sobre a palavra trampo. O dicionário diz o óbvio, significa trabalho, mas nada a respeito da sua origem.

Engraçado, trampa é o espanhol para armadilha.

julho 04, 2005

Presunção, Maquiavelismo, moral e bons costumes?
'Cause everyboy has a poison heart

Mensalão. Uma das maiores crises do nosso governo que, dizem, minou toda a sua base partidária e a continuidade moral da sua gestão.

Quando eles era a oposição, eram os primeiros a acusar. Na sua função de baderneiros facilmente encabeçavam as iniciativas para a criação de C.P.I.s que pudesse expor e eventualmente afastar algum político não aliado.

Agora que eles são o governo a coisa muda de figura. Mas é bem fácil enteder, em meio a sua estupidez socialista, não existe problema em burlar, coibir, sonegar, corromper já que isso serve ao povo e ao motivo maior.

Na realidade essa crise pode ser resolvida de forma assutadoramente simples: queima-se (no sentido figurado) todo os que estiverem envolvidos nisso, mesmo que só um pouquinho. Parece maquiavélico? Eu leria o paragrafo acima mais uma vez antes de afirmar isso.


Dica de filme: Lobo. Filme espanhol sobre o ETA, nada espetacular, mas vale a pena.

junho 16, 2005

Outro post
day count:730+

Pra variar o processo de escrever uma nova entrada nisso aqui é algo longe de ser simples... Eu comecei escrevendo uma critica ao culto da paranoia dos dias de hoje. Depois eu me dei conta que esse blog já tem mais de 2 anos (repare o subtítulo( expliquei hoje, não se acostumem)), e comecei a escrever alguma coisa estranha do genero, "escrevo pouco mesmo e daí".

Não sei se queria dizer alguma coisa com isso. Mas eu hoje eu não vou torrar minhas sombrancelhas separando o que parece certo daquilo que não. Há alguns dias eu raspei a cabeça, e não existe uma razão pra isso. Nem tudo necessita de razão.

Mas a não necessidade de razão difere fundamentalmente do simplismo e da estupidez inerte e voluntária. É como voltar a máxima profética: "fatos são fatos, independente do que os motiva". Isso voltou a me assombrar no último feriado, e não é algo rpa ser tomado com leveza.

Somente pode ser sutil aquele domina a rudeza. E por mais estranho que pareça, o perdão é o privelégio do forte. Levar ao chão as hastes quebradas, sem deshonra, porque do choro só restou o sal, o sangue secou na mãos.

Por que aconteceu, ou por que agora... não interessa. Só aconteceu.
Forgive, but never forget.

maio 22, 2005

Deu Errado?
"O problema da vida moderna é que um quarto com 9 meninas era um paraíso, hoje é o inferno"

Não é que eu fui assistir o filme imaginando que ele fosse ser ruim, pelo contrário, os traillers aguçaram minha vontade de vê-lo, criando bastante expectativa em torno de algumas cenas. E eu fui, compei ingresso com antecedência, cheguei cedo, e arrumei lugar bom na sala com som maneiro.

Acontece que o Star Wars, Episódio III: Vingança dos Sith é uma merda.

Tentei me convencer do contrário mas não dá. Pra fazer a extensa crítica bem curta: possuindo um sabre-de-luz, conversar se faz desnecessário.

Alias é interessante notar como os personagens são descontínuos com o resto da saga: R2-D2 é um comediante pastelão que salva a vida de todo mundo; ninguém acha o C-3P0 chato nem manda ele calar a boca; os dróides da federação de comércio, outrora crúeis habilidosos e calculistas, agora são letárgicos e patetas; o conde Dooku que deu um pau no Obi-wan e Anakin juntos e ainda se garantiu contra o Yoda morre como uma mocinha sem mais nem menos; A Nathalie Portman tá feia; e Chewbacca, o wookie mecânico reclamão virou um grande guerreiro truta do Yoda.
Alias, que idéia estúpida foi essa? Pra que colocar ele no filme?

Se formos analizar a história chegaremos a conclusão que o cara que fez a edição dos traillers é um gênio. Não só esse filme faz completamente desnecessários os dois anteriores, mas também habilidosamente desconstrói todas as cenas que pareciam interessantes e que muito prometiam e as faz completamente apáticas e artificiais. Todos nós sabiamos da onde George partiria, e onde teria de chegar. E bem ele fez isso, conectou os pontos com linhas retas, sem nenhuma surpresa, nenhuma reviravolta. Em três filmes ele criou uma profusão obscena de vilões, todos de vida curta e desinteressante que agregaram muito pouco ao desenrolar da história. Até a corrupção do Anakin, que era algo que parecia ser preparada no episódio anterior, se dá por uma preocupação com sua namorada. Ou seja ele chegou no lado negro tentando buscando proteger quem ele amava. Filosófico? Não, tosco mesmo.

E fica pior. Abusaram da computação gráfica. Não bastasse todos os cenários fossem feitos em computador, não existe um único figurante de verdade no filme. Os robôs são de mentirinha, os soldados clones... até o general Greivous, que luta da forma mais sem graça que se possa imaginar pra quem empunha 4 Lightsabers.

Conclusão: Star Wars, pra mim, ainda é uma trilogia da década de 80.

maio 17, 2005

Epitáfio
For old times sake

Foi no fim de 2003, novembro provavelmente, numa quinta feria se não me engano. Meus calçados vermlhos combinavam com a gravata e os cabelos. Eu não me lembraria disso náo fosse uma foto. Realidade é que pouca coisa me lembro daquele momento que supostamente era tão solene.

Mas uma coisa eu me lembro, como poucas outras: O discurso do professor de matemática. Ele se levantou e pediu desculpas para recitar uma música dos titãs, cujo nome entitula este post. E ele foi:
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Devia ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos

Eu estava pra me indispor quando ele conseguiu multiplicar tudo por -1. Pra quem não sabe, epitáfio é aquilo que se escreve na pedra tumular de uma pessoa. Nenhuma pessoa minimamente esperta pode coibir com tamanha idiotisse: levar tantas infelicidade e aflições até o túmulo?

Não. Não quero viver lamentando aquilo que fiz errado. Fiz o que pude, o quanto pude, ou o quanto parecia certo. O passado sustenta o presente e fundamenta o futuro. Mas viver lamentando-se é a fadar-se a eterna derrota.

O crítico leitor há de achar que se trata de auto-ajuda. Pode ser, mas é a única que já levei (e levo) a sério.

Por que falo de tudo isso?
Porque mesmo que este portulano esteja pela hora da morte, há muito queria mudar sua cara. E não ia me permtir fecha-lo, sem ter feito isso.